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Aos Superiores de circunscrição e aos Responsáveis das comunidades de formação do 2º ciclo Caros confrades, No decorrer da sessão do outono de 2006, o Conselho Geral fez as primeiras afectações de 64 confrades que haviam terminado a sua formação inicial (conf. Breves Notícias Espiritanas nº 166 de 1 dezembro de 2006). Como nos anos precedentes, pela mesma ocasião, enviamos algumas informações suplementares e algumas reflexões do Conselho Geral referentes às primeiras afectações. Estatísticas gerais O quadro abaixo apresentado mostra a repartição das 64 primeiras afectações de 2006 por continente de origem e continente de afectação. ..............................................................origem........................... afectação Europa....................................................... 4....................................... 7 Africa......................................................... 52 ....................................35 Américas et Caraïbas .......................................4....................................... 7 Oceano Indico, Asia, Oceânia............................. 4...................................... 15 Total.......................................................... 64..................................... 64 Este simples quadro mostra que : - a África é o continente de origem da grande maioria dos confrades em primeira afectação e também aquele onde a Congregação continua a investir o maior número de jovens confrades - os outros continentes beneficiam da solidariedade em pessoal das circunscrições dos outros continentes, em particular do continente africano - o Conselho geral continua a política do reforço da presença espiritana nas Américas e Caraibas assim como no Oceano Indico, Ásia e Oceânia. Vela a que as circunscrições julgadas prioritárias e espontaneamente pouco solicitadas recebam o pessoal de que têm necessidade O Conselho geral presta atenção igualmente a que as circunscrições auto-suficientes em pessoal acolham confrades originários de outras circunscrições. Melhoria do processo Os conselhos dados na circular precedente foram largamente seguidos pelas circunscrições permitindo assim ao Conselho geral tomar as decisões mais rápida e eficazmente no que se refere às primeiras afectações. Um muito obrigado a todos e com votos de que nos anos futuros todos continuem a dar a melhor colaboração possível no respeito do calendário e normas do processo! Calendário e normas a recordar: - antes de 15 de Setembro, todas as circunscrições interessadas, enviem ao respectivo correspondente os pedidos de pessoal assim como os dossiers dos confrades que pedem uma primeira afectação - os dossiers dos pedidos de primeira afectação devem conter: +a carta com o pedido do confrade +as informações referentes ao mesmo confrade segundo o formulário publicado na última edição do Guia para as relações administrativas com a Casa Geral (Anexo 5.11 “ Candidato à primeira afectação”) - os superiores das circunscrições de origem devem enviar a lista completa de todos os confrades finalistas da formação inicial, sem excepção. Os nomes dos confrades que logo após a formação inicial começam uma especialização devem igualmente estar indicados, com todas as informações sobre a natureza e lugar dessa formação - é da responsabilidade dos Superiores de circunscrição, com a ajuda dos seus conselhos, ajudar os jovens confrades a fazer um bom discernimento; isto pode levar a propor aos confrades escolhas de primeira afectação que não figuram na lista primitiva de escolha destes jovens; neste caso, é preciso que os Superiores dialoguem com eles, lhes expliquem os motivos dessas proposições e se assegurem que os jovens aceitam essas novas proposições - o Conselho geral pede expressamente aos Superiores de circunscrição de não antecipar as decisões referentes às primeiras afectações, como por exemplo dizer a um jovem confrade antes mesmo de ser conhecida a decisão do Conselho geral: “tu vais para tal ou tal parte, ou tu vais fazer isto ou aquilo”. Diálogo com o Superior da circunscrição de acolhimento O último Capítulo geral pediu que o Superior da circunscrição de acolhimento fosse integrado expressamente no diálogo que conduz à decisão duma primeira afectação (RVE 158.1). O Conselho geral colocou escrupulosamente em prática esta recomendação do Capítulo geral. Devido a interpretações diferentes de RVE 158.1, este novo modo de agir esbarrou com algumas dificuldades. Uma delas consiste no facto de saber se o “Superior maior da circunscrição que recebe » deve ou não consultar o seu conselho antes de se pronunciar. Em caso de consulta de todo o conselho, isso pode exigir um certo tempo e pode constituir um caso de consciência na divulgação de algumas informações muito pessoais. O Conselho geral julga não dever legislar sobre tal matéria, confiando na sabedoria e prudência dos Superiores das respectivas circunscrições. Todos podem reler na circular de 2005 o que foi dito a respeito deste diálogo com o Superior da circunscrição de acolhimento. Importância da opinião dos formadores O Conselho geral dá uma grande importância à opinião dos formadores, dado que são eles os que conhecem melhor as qualidades e os limites dos candidatos. Convém portanto que os formadores não se contentem em apresentar generosamente algumas generalidades sobre os candidatos mas que dêem opiniões úteis a um bom discernimento. Caso de jovens confrades que parecem não estar preparados para uma primeira afectação ad extra Logo que o Conselho de circunscrição, depois de ter ouvido os formadores, julga que tal ou tal jovem não está verdadeiramente preparado para uma primeira afectação ad extra (falta de maturidade, problemas em comunidade, problemas referentes à vida religiosa), evitará propor uma afectação ad extra para este confrade, julgando erradamente, que uma mudança de país e de cultura permitirá ao jovem em questão resolver mais rápidamente os seus problemas. A experiência mostra que em geral é o inverso que acontece: os problemas agravam-se e, depois de pouco tempo, é preciso mudar de primeira afectação e reenviá-lo à sua circunscrição de origem. Primeiras afectações e planeamento de pessoal para a formação inicial Quando uma circunscrição julga que um jovem confrade poderia, no futuro, ser afecto ao serviço da formação inicial como professor ou como formador, convirá informar disso o jovem confrade e planear assim a duração de sua experiência missionária, ou será melhor ser discreto e permitir a esse jovem confrade partir em primeira afectação sem saber ainda que, talvez mais tarde, regressará à sua circunscrição de origem ? A opinião do Conselho geral é a seguinte: - é preciso distinguir cuidadosamente a função de formador e a de professor; para um confrade que mostra as capacidades requeridas para ser um bom professor, é possível e mesmo desejável, que comece os longos estudos de especialização logo após o fim da formação inicial. - no que se refere à função de formador, é preciso ao contrário uma experiência missionária concrecta, no terreno, mostrando que tal confrade tem realmente as capacidades requeridas e de saber por experiência pessoal, a que género de vida terá de preparar os jovens que lhe serão confiados - na maior parte dos casos, é no contacto com a realidade concrecta que se revelam os verdadeiros talentos dos confrades e onde se confirmam os seus gostos particulares - em conclusão, o Conselho geral recomenda uma grande discrição na orientação futura dos jovens confrades; é preferível que os jovens confrades partam para as suas circunscrições de primeira afectação com um ardente desejo de aí consagrar todas as suas energias e entusiasmo missionário. Tomar iniciativas Os Superiores das circunscrições que dependem fortemente da solidariedade geral para receber pessoal espiritano de que têm necessidade não devem hesitar em tomar iniciativas para darem a conhecer as respectivas circunscrições. Como diz o ditado latino, “ignoti nulla cupido”! Por ocasião das férias, os próprios ou seus confrades podem ir às comunidades de formação apresentar a realidade e as necessidades das suas circunscrições. Participar nos capítulos das circunscrições de origem dos seus confrades é também uma boa ocasião de se dar a conhecer. Circulares com notícias são igualmente um bom meio. Diga-se do pessoal o que se diz do dinheiro: nada cai do céu aos trambolhões! Por toda a parte onde for possível, há que começar a intensificar a animação vocacional e a formação dos espiritanos originários da própria circunscrição. Mudanças de primeira afectação No decorrer de 2006, o Conselho geral mudou as primeiras afectações de 8 confrades. Relacionado com o total das primeiras afectações de 2006, ou seja 64, representa uma percentagem de 12,5%. Desde há algum tempo, o Conselho geral vem realizando uma análise sobre a questão de mudanças de primeira afectação efectuadas entre 1992 a 2005. Neste espaço de tempo, o Conselho geral fez um total de 703 primeiras afectações. Deste total, 82 foram modificadas antes de terminarem os 6 anos, ou seja uma percentagem de 11,66%. O fenómeno não se agravou significativamente em 2006, mas continua preocupante. Entre as razões que explicam estas mudanças de primeira afectação, pode-se distinguir razões « objectivas » (problemas de saúde, impossibilidade de obter visa, chamada pela provincia de origem) e razões “subjectivas”(choque cultural, dificuldades comunitárias, comportamentos especiais, …). Numa primeira análise nota-se que das 82 mudanças de primeira afectação, 57 têm origem em razões “subjectivas”e 25 em razões “objectivas”. O Conselho geral continua o estudo e a reflexão sobre esta matéria e espera em breve poder tirar algumas conclusões úteis para o futuro. Agradecimento As estatísticas gerais mostram que a 1 de Janeiro de 2007, éramos 2914 confrades professos, entre os quais 534 jovens professos de votos temporários em formação inicial. Se lhe juntarmos os postulantes, estudantes do 1ºciclo e noviços, vemos que o grupo de jovens que se preparam para a vida espiritana serão cerca de 900. Estamos todos conscientes que, se por um lado isso é uma grande graça, implica por outro, uma grave responsabilidade. O rosto que a Congregação terá amanhã dependerá largamente do modo como soubermos agora formar estes jovens e transmitir-lhes o nosso entusiasmo missionário. Para todas as circunscrições, a animação vocacional e a formação inicial são e continuarão a ser uma responsabilidade prioritária. Obrigado portanto aos confrades que aceitam consagrar-se particularmente a este ministério e a todos aqueles e aquelas que, pela oração e pela sua generosidade, nos ajudam a formar os missionários espiritanos de amanhã. |